Rússia identifica 2ª mulher-bomba. Pai reconheceu a filha ao ver fotos

Agência AFP

MOSCOU - Investigadores do comitê antiterror da Rússia identificaram uma professora de 28 anos, nascida no Daguestão uma conturbada república do Cáucaso como a segunda mulher-bomba dos atentados da semana passada que provocaram 40 mortes no metrô de Moscou.

A terrorista que detonou o cinturão de explosivos na estação de metrô de Lubianka era Mariam Sharipova, nascida em 1982 confirmou terça-feira um porta-voz dos serviços de inteligência FSB, antiga KGB.

Mariam era esposa de um dos líderes rebeldes do Daguestão, Magomedali Vagapov. Investigadores russos ainda não sabem se Vagapov está ou não vivo.

Em uma entrevista ao jornal de oposição Novaia Gazeta, o pai da jovem, Rassul Magomedov, contou ter reconhecido a filha ao ver fotos da mulher-bomba na internet.

Cúmplice

As autoridades já haviam identificado a adolescente Dzhennet Abdurajmanova, 17 anos, também nascida no Daguestão, como a mulher-bomba da estação de Park Kultury. A adolescente era viúva de um combatente do grupo rebelde islâmico Emirado do Cáucaso, que reivindicou os atentados.

Em um vídeo divulgado em 31 de março, o líder rebelde Doku Umarov afirmou que os ataques foram um ato de vingança por uma operação especial executada pelas tropas russas em 11 de fevereiro na Inguchétia, e prometeu realizar novos atentados.