Baixo comparecimento às urnas marcam eleições regionais italianas

Agência ANSA

ROMA - As eleições regionais da Itália, que terminaram na manhã desta segunda-feira, tiveram um índice de comparecimento de 46,2%, cerca de nove pontos percentuais a menos do que no pleito regional de 2005 (55,2%).

As informações se referem a 9 das 13 regiões cujos governos estão em disputa: Piemonte, Lombardia, Vêneto, Ligúria, Emilia-Romana, Úmbria, Lazio, Campânia e Basilicata. Toscana, Marcas, Púglia e Calábria não têm seus dados contabilizados pelo ministério do Interior.

Além dos presidentes destas 13 regiões (no total, a Itália é dividida em 20 unidades), também serão escolhidos os governantes e conselheiros das províncias de Imperia, Viterbo, L'Aquila e Caserta, e as autoridades locais de 462 municípios, entre os quais nove capitais.

Hoje, o líder dos deputados do partido governista Povo da Liberdade (PDL), Fabrizio Cicchitto, criticou a Radio Radicale ao dizer que a emissora fez campanha eleitoral no dia de abertura das urnas, o que é proibido por lei, a favor da candidata do Partido Democrata (PD) ao governo do Lazio, Emma Bonino.

- Notemos que depois de tantas batalhas hipócritas em nome de uma suposta legalidade, Emma Bonino e todos os radicais, frente à possibilidade de vencer no Lazio, abandonaram qualquer contenção e respeito às leis, inutilizando anos e anos de lutas políticas aos quais aliados e adversários sempre tiveram respeito - declarou ele.

O parlamentar fez referência à não aceitação das listas de seu partido nesta região, onde a Justiça apontou irregularidades no registro dos candidatos do PDL. O caso suscitou uma crise entre o governo do premier Silvio Berlusconi e a magistratura. Em nota, a rádio negou as acusações.

Já em Cosenza, no sul do país, o pároco Tommaso Scicchitano anunciou que "um conhecido político" havia lhe prometido 150 mil euros para reformar a estrutura da igreja local em troca de 50 votos. O próprio sacerdote relatou o episódio durante sua homilia, negando ter aceitado a oferta.

Ainda ontem, em Pomigliano d'Arco, nas proximidades de Nápoles, seis pessoas foram presas acusadas de participarem de uma briga em frente a uma zona eleitoral. A rixa foi deflagrada depois que um partidário do PD acusou um colega do PDL de comprar votos.

Em Castelli Romani, na região central, policiais se dirigiram a um centro eleitoral depois que duas pessoas foram surpreendidos tirando fotos com o celular da cédula com a qual sufragaram, violando a ordem de não levar à cabine de votação telefones ou outros dispositivos de registro de imagens.

Os dois homens, de 46 e 41 anos, foram denunciados pelo barulho da câmera. Os fiscais também descobriram uma mulher de 26 anos portando um telefone móvel na cabine. Os aparelhos foram recolhidos pelos policiais, que iniciaram investigações.