Dois países da AL terão acordo militar com Washington

Jornal do Brasil

WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos está disposto a assinar acordos de colaboração militar com dois países latino-americanos, revelou sexta-feira o embaixador americano na Colômbia, William Brownfield, que, no entanto, não disse quais seriam essas duas nações.

Estamos a ponto de assinar um acordo de colaboração militar com outros dois países da América Latina, cujos governos pediram silêncio para evitar algumas das reações que o acordo (com a Colômbia) produziu afirmou Brownfield em uma entrevista ao jornal El Espectador, de Bogotá.

O diplomata aludiu à reação gerada na região pela assinatura, em outubro de 2009, de um acordo entre os Estados Unidos e Colômbia mediante o qual tropas americanas podem operar controladamente de sete bases militares colombianas na luta contra o narcotráfico e o terrorismo.

O acordo foi criticado pelos presidentes da Bolívia, Equador e Venezuela. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, congelou as relações com a Colômbia, enquanto o presidente brasileiro, Luiz Inacio Lula da Silva, pediu garantias de que o pacto militar nao afetaria a região.

>> Entenda o pacto

Veja quais são os principais pontos do novo tratado

* Ogivas

Os respectivos arsenais devem atingir um máximo de 1.550 ogivas cada, queda de 30% em relação ao limite estabelecido pelo tratado de Moscou, de 2002.

* Limites

Cada país poderá manter até 800 vetores (equipamentos que permitem lançamentos à longa distância) capazes de transportar ogivas , e mais 700 vetores considerados como estratégicos.

* Escudo antimísseis

Segundo Washington, o texto não impõe restrições a testes, desenvolvimento ou aplicação de seus sistemas antimísseis.

* Verificação

O texto prevê controles em instalações nucleares, intercâmbio de informações e notificações sobre armas ofensivo.

* Vigência

Dez anos, podendo ser renovado por mais cinco.