Secretário-geral da ONU vai a Israel e à Cisjordânia defender diálogo

Agência Brasil

JERUSALÉM - Na semana seguinte à visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Oriente Médio, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, foi à região onde passou dois dias entre áreas ocupadas por palestinos e israelenses. Ele criticou o bloqueio do governo de Israel na Faixa de Gaza. Segundo ele, o bloqueio é contraproducente ao impedir o comércio legal e acabar estimulando o contrabando. Ele visitou a cidade de Khan Yunis território ocupado.

- Eu sei que viver bem é um grande desafio. Mas agradeço a todos aqueles que lutam para manter suas famílias em meio a condições tão inaceitáveis e insustentáveis - afirmou ao participar do lançamento de um projeto de construção de 150 casas, um moinho de farinha e uma estação de tratamento de águas residuais.

Porém, para o secretário-geral é necessário ampliar os esforços. - Isso representa uma gota no mar - disse o secretário-geral da ONU. Novamente ele apelou para que israelenses e palestinos tentem um caminho da não-violência e de legitimidade internacional .

No sábado, o secretário-geral se reuniu, em Jerusalém, com o presidente de Israel, Shimon Peres. Na conversa, Ban Ki-moon reiterou que o ideal seria um cessar-fogo das milícias palestinas na Faixa de Gaza contra o território israelense. Na última quinta-feira um dos foguetes, lançados por milícias palestinas, matou um israelense.

Ele apelou ainda que os militantes palestinos, por razões humanitárias, libertem o soldado israelense Gilad Shalit que está sob poder deles desde junho de 2006. Para Peres, é fundamental que a ONU interfira e obrigue que os sequestradores autorizem a visita da Cruz Vermelha Internacional a Shalit para uma revisão médica.

Depois de uma reunião, em Ramallah, na Cisjordânia, com o primeiro-ministro palestino, Salam Fayad, o secretário-geral pediu ao governo israelense para libertar alguns dos mais de 10 mil prisioneiros palestinos mantidos como um gesto para restaurar a confiança entre as partes e promover o processo de paz.