Polícia quer prender Netanyahu

Jornal do Brasil

DUBAI - O chefe da polícia de Dubai anunciou terça-feira que apresentou ao Ministério Público do país um pedido de prisão do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmando que agora tem certeza de que o Mossad, o serviço secreto de Israel, assassinou o líder do Hamas, Mahmud al-Mabhuh.

No entanto, o general Dhahi Khalfan ressaltou que a decisão final de emitir uma ordem de prisão internacional contra Netanyahu cabe às autoridades políticas do Emirado.

Agora estou completamente certo de que foi o Mossad (o responsável pelo crime) disse Khalfan. Apresentei ao Ministério Público um pedido de prisão de Netanyahu e do chefe do Mossad (Méir Dagan).

O oficial disse estar totalmente consciente de que o chefe do governo israelense não será preso nunca , mas que considera necessário perseguir quem ordena um crime tanto quanto o assassino .

Mahmud al-Mabhuh, considerado por Israel como um elo essencial no contrabando de armas para a faixa de Gaza, um território controlado pelo Hamas, apareceu morto no dia 20 de janeiro em um hotel de Dubai.

A polícia do Emirado acusa o Mossad israelense, assim como os meios de comunicação de Israel, mas o governo do país garante que não está envolvido no crime.

Quarteto reunido

O quarteto para o Oriente Médio (Estados Unidos, União Europeia, Rússia e Nações Unidas) se reunirá no dia 19 de março em Moscou, segundo anunciou terça-feira o porta-voz do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Ban participará de uma reunião do quarteto que ocorrerá no dia 19 de março em Moscou , declarou o porta-voz, Martin Nesirky.

A expansão de assentamentos israelenses na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental constitui um dos principais obstáculos para a retomada das negociações de paz, suspensas há mais de um ano.

Na segunda-feira, os EUA criticaram um projeto de Israel que prevê a construção de 600 casas no bairro habitado por colonos judeus em Jerusalém Oriental, qualificando-o de contraproducente .

O Quarteto para o Oriente Médio não se reúne desde 2003, quando elaborou algumas metas, entre elas a criação de um Estado palestino nos territórios ocupados por Israel, mas não conquistou qualquer avanço concreto sobre o futuro estatuto de Jerusalém, nem sobre as fronteiras do Estado palestino e tampouco sobre o futuro dos refugiados.