Autoridades chilenas querem aeroporto improvisado para normalizar voos

Agência Brasil

SANTIAGO - Na busca pelo retorno à normalidade, autoridades tentam retomar a rotina no Chile, depois do terremoto do último sábado. Com estradas destruídas e pousos e decolagens suspensos no aeroporto de Santiago (capital chilena), a orientação da Direção-Geral da Aviação Civil (DGCA) é montar um aeroporto provisório na região de Pudahuel (na área metropolitana de Santiago) e dar estrutura a mais três grandes terminais do país. Isso deve garantir a aterrissagem e partida de alguns voos.

A ideia é armar tendas improvisadas e instalar nelas postos de trabalho para as atividades da polícia internacional e condições para a revisão das bagagens e dos passageiros. Há ainda, segundo as autoridades, expectativas para a solução com um dos tanques de armazenamento de combustível de avião, o que está em falta agora no terminal aéreo.

Inicialmente, para as aeronaves que viajam rumo ao Chile, a ordem é que os primeiros pousos ocorram nas regiões de Antofagasta e Iquique. Nestes locais serão verificados os documentos por parte da Polícia Internacional o equivalente à Polícia Federal , das autoridades de Alfândegas e do Serviço de Aviação.

O Ministério das Obras Públicas do Chile informou que os esforços têm como finalidade retomar a rotina de voos internacionais até sexta-feira (5). Antes, as operações locais devem ser retomadas, segundo das autoridades.

Os cálculos iniciais indicam que a concessão de infraestruturas públicas vão custar cerca US$ 600 milhões para a reconstrução de pontes e estradas, além da organização das áreas dos principais aeroportos.