Sobe para 16 número de mortos em atentado em Cabul

Agência AFP

CABUL - Pelo menos 16 pessoas, entre elas vários estrangeiros, morreram nesta sexta-feira em um atentado suicida cometido no Centro de Cabul e reivindicado pelos talibãs.

Dois terroristas suicidas foram mortos pela Polícia na mesma área da capital afegã, declarou à AFP o porta-voz do Ministério do Interior, Zemarai Bashary.

- Um homem acionou uma bomba diante de um café próximo ao Complexo Safi - declarou o porta-voz do Interior, referindo-se a um elegante complexo do centro da cidade, que reúne um hotel e lojas.

Testemunhas asseguraram que ouviram pelo menos outras duas explosões menores e disparos esporádicos. Até agora não está claro se o atentado principal foi cometido por um suicida a pé ou com um carro-bomba, como informou um oficial da Polícia.

- O registro é de 16 mortos, sendo um italiano e três policiais afegãos - declarou Zemarai. Um cidadão indiano também está entre os mortos, indicou o coronel Mohammad Yaqud Noorzai, médico do hospital militar da cidade. Em Paris, um comunicado do Ministério das Relações Exteriores revelou que um dos mortos é um francês, que estava de passagem em Cabul.

O atentado ocorreu próximo ao hotel Park Residence, no qual vários indianos trabalhavam. Um fotógrafo da AFP viu pessoas saindo do hotel pelas janelas. O centro da cidade estava pouco movimentado na hora em que ocorreu a explosão, logo depois do amanhecer.

A "Zona Verde", bairro diplomático onde também moram personalidades políticas e estrangeiros em pleno centro de Cabul, foi cercada imediatamente depois do atentado e a Polícia pedia que os moradores não saíssem de suas casas.

- Reivindicamos o ataque - declarou por telefone à AFP Zabihullah Mujahed, porta-voz dos insurgentes islamitas.

- Oito combatentes nossos realizaram o ataque, um detonou seu carro-bomba diante de um hotel, outros dois também ativaram suas bombas. Os outros permanecem presentes no local - assegurou.

A insurreição dos talibãs se intensificou consideravelmente e se estendeu por quase todo o país nos últimos anos. Seus militantes agem com mais frequência em Cabul, com ataques de comandos ou atentados suicidas.