Ex-primeiro-ministro tailandês denuncia confisco de sua fortuna

Agência AFP

DUBAI - O ex-primeiro-ministro tailandês Thaksin Shinawatra tachou de "muito política" a decisão do Supremo Tribunal de confiscar mais da metade de sua fortuna, em uma declaração a seus seguidores através de vídeoconferência.

- É um assunto muito político. Utilizaram a Corte para se desfazerem de um político - declarou o ícone dos "camisas vermelhas" em Dubai, onde vive exilado.

O Tribunal Supremo da Tailândia decidiu confiscar mais da metade de sua fortuna por considerar que ele se aproveitou de cargo político para enriquecer.

Os nove magistrados da Corte deveriam se pronunciar sobre os 76,6 bilhões de bahts (2,3 bilhões de dólares) que representam os bens, atualmente congelados, de Thaksin, um magnata das telecomunicações.

O dinheiro vem da venda em janeiro de 2006 da metade das participações de seu grupo de telecomunicações Shin Corp. ao Temasek, de Cingapura. A transação desencadeou então um escândalo e fez sua popularidade desabar.

Foram confiscados 1,4 bilhão de dólares. Thaksin foi derrotado por uma junta em setembro de 2006 e se exilou para evitar uma condenação a dois anos de prisão por desvio de verbas em outro caso.