Ex-vice -presidente americano é internado com dores no peito

Agência AFP

WASHINGTON - O ex-vice-presidente americano Richard B. Cheney, 69 anos, foi hospitalizado nesta segunda-feira com dores no peito. Segundo a assessoria do político, Cheney deu entrada no Hospital Universitário de Washington onde passou por exames e está "repousando confortavelmente".

Os médicos do hospital informaram que a condição de saúde de Cheney é estável. Aparentemente, ele teria feito uma angiografia para que pudessem ser examinadas suas artérias coronárias, e o resultado mostra que precisa de cuidados, ainda não detalhados.

Cheney já foi vítima de quatro ataques cardíacos. No ano de 2001, ele precisou instalar um marca-passos. Essa bateria foi substituída em 2007 por novos equipamentos. Além disso, já passou por duas angioplastias e tratamento para regular o ritmo cardíaco. Em 2005 foi submetido a outra cirurgia - desta vez por causa de um aneurisma arterial.

Cheney foi vice-presidente dos Estados entre os anos de 2001 a 2009, durante a administração de George W. Bush. Domingo passado, Cheney disse que apoiava a técnica de simulação de afogamento para obter informação de suspeitos de terrorismo, e que essa deveria ser aplicada no nigeriano Umar Faruk Abdulmutallab, que tentou fazer explodir um avião, no Natal.

Em uma visita de surpresa a uma reunião da Conferência Conservadora para a Ação Política, na quinta-feira passada, disse que Obama seria "presidente de um só período". Também previu que 2010 "será um grande ano para os republicanos", em referência às eleições legislativas de novembro.

Para a próxima sexta-feira, estava prevista uma reunião entre o ex-vice-presidente e Bush, além de outros funcionários do governo anterior americano. Esta seria a primeira reunião entre eles desde que deixaram o comando do governo, em janeiro de 2009.

Entre todos os vice-presidentes da história dos Estados Unidos, Cheney é o que teve poderes mais amplos. Organizou com o secretário de Defesa da época, Donald Rumsfeld, a intervenção militar iraquiana, aproveitando sua experiência como secretário de Defesa durante Guerra do Golfo de 1991, quando a Casa Branca era ocupada pelo governo de George Bush pai.

O ex-vice-presidente é conhecido por defender com vigor a administração Bush, de quem é considerado o verdadeiro mentor, estando por trás de decisões importantes.

Segundo seus biógrafos, é na ação que Cheney mais se destaca, como o fez quando nomeado pelo presidente George Bush secretário da Defesa, em março de 1989. "Quando deve enfrentar um problema imediato e concreto responde de maneira pragmática e inteligente", afirmou o jornal californiano Los Angeles Times.

Na madrugada de 17 de janeiro de 1991, lançou a operação Tempestade do Deserto contra Bagdá, depois da invasão do Kuwait pelo Iraque.