Alemanha se prepara para greve dos pilotos da Lufthansa

Agência AFP

BERLIM - Os pilotos da Lufthansa preparam-se para uma greve de quatro dias, a partir da madrugada desta segunda-feira, que vem sendo considerada a mais importante da história do transporte aéreo alemão e que poderá custar 100 milhões de euros ao primeiro grupo aéreo europeu.

Mais de 4.000 pilotos, do sindicato Cockpit (VC), anunciaram a paralisação a partir da meia-noite de segunda, hora local, e até às 23h59 (22h59 GMT) da quinta-feira.

Além da Lufthansa, a primeira companhia alemã, a greve deverá atingir suas filiais Germanwings e Lufthansa Cargo (frete).

A empresa anunciou na noite de sexta-feira que cancelaria dois terços de seus voos, ou seja 3.200.

- A situação não mudou. Devemos nos preparar para a greve e lamentamos os incovenientes que serão causados aos passageiros - declarou na noite deste domingo à AFP, Stefanie Stotz, porta-voz da Lufthansa.

O sindicato Cockpit quer que todos os pilotos do grupo, compreendidos os de suas filiais no exterior, beneficiem-se das mesmas condições salariais, uma proposta que a Lufthansa rejeita.

O sindicato também propôs domingo, a título de "armistício" deixar por enquanto esse capítulo entre parênteses a tempo de "esclarecer o plano jurídico" e negociar outros pontos, mas a Lufthansa recusou-se.