De Kennedy a Tatcher, histórias de charme e carisma

Val Oliveira, Jornal do Brasil

LONDRES - O culto à personalidade não é exatamente novidade no campo político internacional. Empatia com os eleitores, habilidade para se expressar em público e uma dose de carisma são fatores importantes numa corrida eleitoral e há séculos fazem parte do currículo político.

Muitos se lembram, por exemplo, do debate presidencial entre John F. Kennedy e Richard Nixon, em 1960, nos Estados Unidos. Apesar do discurso elaborado de Nixon, foi a imagem infalível diante das câmeras e o charme do elegante Kennedy que aceleraram sua corrida à Casa Branca.

No Brasil não foi diferente. O vigor jovem e as habilidades oratórias de Fernando Collor de Mello certamente contribuíram para flechar o coração de muitos eleitores em 1989, principalmente da ala feminina.

Na Grã-Bretanha, o ex-premier Tony Blair também usou e abusou de sua habilidade natural de comunicador para subir ao poder em 1997. E até a Dama de Ferro Margareth Thatcher se deixou ser fotografada com uma cesta de supermercado, numa tentativa de se mostrar mais humana .