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Presidente da Suprema Corte do Uruguai defende aborto

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Agência ANSA

MONTEVIDÉU - O novo presidente da Suprema Corte de Justiça do Uruguai, Jorge Chediak, disse hoje ser favorável à descriminalização do aborto e da legalização da maconha "em certos casos".

Chediak, que assumiu o cargo ontem, esclareceu que se trata de uma "posição estritamente pessoal" expressada por ele "como pessoa e não como juiz".

- Em determinadas circunstâncias, inclusive maiores do que as que a legislação atual habilita, o aborto consentido dentro das primeiras 12 semanas deveria ser legalizado - posicionou-se o juiz, em entrevista concedida ao jornal Ultimas Noticias.

Em 2008, o Congresso do Uruguai aprovou um projeto de lei sobre descriminalização do aborto nas primeiras 12 semanas de gestação em determinados casos. A medida, contudo, foi vetada pelo presidente Tabaré Vázquez.

Chediak ressaltou que o tema deve ser estudado, já que suscitou "opiniões acadêmicas encontradas muito firmes". Na entrevista ele também defendeu a legalização da maconha, mas esclareceu que sua posição não significa que ele "seja a favor do consumo de drogas".

"Há uma experiência internacional favorável para que uma droga muito específica, como a maconha, possa ser objeto de legalização em determinadas condições", opinou o presidente da Suprema Corte de Justiça, ressaltando que essa possibilidade também "pode ser estudada".

Sobre sua atuação como presidente da instância máxima de Justiça do Uruguai, Chediak disse pretender trabalhar por um Poder Judiciário "do século XXI" e assegurou que seu país possui um dos "três melhores Judiciários da América Ibérica, ao lado de Chile e Costa Rica".