Mais de 20 países e ONGs estarão na conferência sobre o Haiti

JB Online

SÃO PAULO - Cerca de 20 países e organizações internacionais confirmaram presença na reunião que será realizada nesta segunda-feira em Montreal para coordenar a ajuda internacional ao Haiti após o terremoto de 12 de janeiro.

Um dos temas urgentes diz respeito às necessidades imediatas da população.

As autoridades haitianas anunciaram planos de alojar 550 mil desabrigados em uma cidade provisória com tendas de acampamento fora da capital Porto Príncipe. Além disso, a temporada de furacões começa em cinco meses, o que acrescentará mais problemas às milhares de pessoas que ficaram sem casa.

Outro problema que a conferência de Montreal tratará de responder é o possível fluxo de refugiados e imigrantes haitianos a países da região, especialmente para a República Dominicana. A conferência vai abordar ainda as bases para uma cúpula de líderes, à qual poderia participar o presidente americano, Barack Obama.

Morte de brasileiros

A fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, Organismo de Ação Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Zilda Arns, o diplomata Luiz Carlos da Costa, segunda maior autoridade civil da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, o tenente da Polícia Militar do Distrito Federal Cleiton Batista Neiva, e pelo menos 18 militares brasileiros da missão de paz da ONU morreram durante o terremoto. Também foi confirmada a morte de uma brasileira com dupla nacionalidade, cuja identidade não foi divulgada.

O Brasil no Haiti

O Brasil chefia a missão de paz da ONU no país (Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti, ou Minustah, na sigla em francês), que conta com cerca de 7 mil integrantes. Segundo o Ministério da Defesa, 1.266 militares brasileiros servem na força. Ao todo, são 1.310 brasileiros no Haiti.

A missão de paz foi criada em 2004, depois que o então presidente Jean-Bertrand Aristide foi deposto durante uma rebelião. Além do prédio da ONU, o prédio da Embaixada Brasileira em Porto Príncipe também ficou danificado, mas segundo o governo, não há vítimas entre os funcionários brasileiros.