Uruguai firma acordos internacionais para sair da lista cinza da OCDE

Agência ANSA

MONTEVIDÉU - O governo uruguaio negocia com 14 países uma forma de compartilhar informação tributária e abolir o sigilo bancário com o propósito de sair da "lista cinza" da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Em abril de 2009, a entidade retirou a nação sul-americana de sua "lista negra" de paraísos fiscais, promovendo-a ao rol de países e territórios que se comprometeram a trocar dados sobre seus contribuintes a fim de cumprir os padrões internacionais, mas ainda não colocaram as ações em prática.

Nesta semana, a OCDE ratificou a posição do Uruguai e de outros 24 países na "lista cinza". De acordo com a imprensa local, a nação sul-americana pretende provar suas intenções de combater a evasão fiscal e sair do rol ainda nos próximos meses.

Com este objetivo, um grupo de trabalho integrado por funcionários dos ministérios de Economia e Finanças e de Relações Exteriores, além de representantes da Direção Geral de Impostos, assinou nos últimos dias um acordo técnico com a Coreia do Sul.

Segundo fontes oficiais citadas pelo jornal El Observador, o tratado firmado com o país asiático se soma a outros rubricados com Alemanha, Hungria, México, Espanha e Portugal. Na próxima semana serão executados pactos com Bélgica e Malásia; em fevereiro com Malta e Suíça; e em março com Índia e Finlândia.

O governo uruguaio também iniciou conversas com Vietnã, Costa Rica e Equador. Países vizinhos e sócios do Mercosul como Argentina e Brasil, porém, não estão incluídos nas negociações.

- Temos entre 14 convênios, contando os já firmados - afirmou a fonte citada pelo El Observador, que não quis se identificar.