Nobel do Irã vê proximidade emocional de seu país e líder venezuelano

JB Online

MADRI - Para a vencedora do prêmio Nobel da Paz de 2003, Shirin Ebadi, "uma proximidade emocional bastante forte" já é perceptível entre o presidente de seu país, Mahmoud Ahmadinejad, e seu colega venezuelano, Hugo Chávez.

Em discurso em uma conferência no Conselho Geral da Advocacia Espanhola, em Madri, a jurista e opositora iraniana falou da difícil situação jurídica de seu país, o assédio aos advogados independentes e às violações aos direitos humanos pelo regime de Ahmadinejad aliado ao clero xiita.

Ao concluir sua exposição e respondendo a pergunta de um dos participantes, Ebadi fez referência às ambições do Irã na América Latina e suas relações com líderes locais, como Chávez e o presidente boliviano, Evo Morales.

Os interesses iranianos na América Latina afetam os setores mais importantes das economias regionais e as áreas que estas têm grande dependência: o petróleo do gás, a agricultura e a infraestrutura.

"Não estamos contra de nenhum país. É preciso ajudar à América Latina, mas sempre que seja (a ajuda) dirigida ao benefício dos dois países", afirmou Ebadi.