Médico sem Fronteiras chega a áreas isoladas do Haiti

Agência ANSA

PORTO PRÍNCIPE - A organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF), que atua no Haiti, começa a levar clínicas móveis para locais onde a assistência à população atingida pelo terremoto do dia 12 ainda é deficiente.

Na região de Léogâne, próxima à capital e cidade mais afetada pelo tremor, Porto Príncipe, a MSF está efetuando intervenções e consultas gerais. Já nas zonas de Grand Goâve e Duforf, as unidades temporárias classificaram 20 pessoas que precisam de cirurgia.

As clínicas móveis também estão sendo usadas pela primeira vez nas áreas de Carrefour Feulle e Delmas, em Porto Príncipe, para verificar se há feridos que ainda não receberam assistência.

A maioria dos procedimentos realizados são cirurgias. De acordo com um comunicado da MSF, 900 foram feitas até agora nas dez salas de operação disponíveis. A organização trabalha ainda para levar água potável a sete mil vítimas.

As dificuldades sanitárias também prejudicam os cuidados pós-operatórios. Segundo denúncias da entidade, é cada vez maior o número de pacientes com insuficiência renal em diálise e a exigência de médicos especialistas para assistências de longo prazo, como fisioterapia e apoio psicológico.

Além disso, cresce a capacidade de resposta cirúrgica geral fornecida por outras organizações médicas, inclusive militares, que intensificam seu trabalho. Com isso, aumenta a quantidade de haitianos que precisam de acompanhamento no processo de recuperação.

Por essa razão, a MSG está mandando para o Haiti uma unidade de terapia pós-operatória. Os membros da entidade finalizam ainda a construção de um hospital de campo com 100 leitos.

Calcula-se que o tremor, que alcançou 7 graus na escala Richter, tenha deixado pelo menos 250 mil feridos, além de 75 mil mortos.