Obama critica decisão do Supremo que facilita contribuições eleitorais

JB Online

WASHINGTON - Em uma declaração distribuída hoje pela Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, criticou a decisão da Suprema Corte de Justiça em permitir que as grandes empresas façam contribuições ilimitadas às campanhas eleitorais ou para se opor a determinados candidatos.

Para Obama, a decisão "dá o sinal verde para uma nova fuga precipitada de contribuições em dinheiro por parte de grupos de pressão" na política dos EUA. A decisão anula outra da Suprema Corte de 1990 segundo a qual o Governo podia proibir que as empresas gastassem dinheiro em propaganda que promovesse expressamente a eleição de um candidato ou o repúdio a ele.

O presidente afirmou que seu Governo trabalhará com o Congresso e proporá a democratas e republicanos "o desenvolvimento de uma resposta enérgica a esta decisão".

A decisão de hoje manteve em vigor o requisito de divulgação pelo qual as empresas que gastem mais de US$ 10 mil anuais na produção ou difusão de avisos eleitorais devem informar à Comissão Eleitoral Federal os nomes e endereços de qualquer pessoa que tenha doado mais de US$ 1 mil para propaganda eleitoral.

A decisão de hoje pode enfraquecer estratégias como a usada na campanha presidencial de 2008 por Obama e pelo Partido Democrata, que mobilizaram pequenas contribuições de milhões de eleitores. Em linhas gerais, as grandes empresas e os grupos apoiados por elas tendem a se alinhar a posições e candidatos conservadores, e têm acesso a mais dinheiro do que os sindicatos e grupos liberais.