Relatório da Human Rights Watch diz que houve retrocesso em 2009

Jornal do Brasil

DA REDAÇÃO - Grupos de direitos humanos sofreram um intenso retrocesso em 2009 em alguns países, com casos de ativistas perseguidos, detidos e mortos, segundo um relatório divulgado quarta-feira pela Human Rights Watch.

O grupo afirmou que os ataques feitos contra os ativistas não se limitaram a países autoritários, como Mianmar e China, com aumento de ataques contra monitores de direitos humanos em países com governos eleitos, mas que enfrentam insurgências.

Se os governos não estivessem sendo incomodados pelas críticas, eles não se dariam ao trabalho de tentar asfixiar a fonte , escreveu o diretor-executivo da Human Rights Watch, Kenneth Roth, na introdução ao Relatório Mundial 2010.

O relatório informa que monitores dos direitos humanos foram mortos na Rússia, no Sri Lanka, no Quênia, no Burundi e no Afeganistão, enquanto o Sudão e a China fecharam rotineiramente grupos de direitos humanos. Já o Irã e o Uzbequistão assediaram e prenderam ativistas.

América Latina

Colômbia, Venezuela e Nicarágua foram acusadas de ameaçar e molestar ativistas, e o uso de violência ocorreu em locais como a República Democrática do Congo e o Sri Lanka.

Sob variados pretextos, esses governos estão atacando os fundamentos básicos do movimento dos direitos humanos , escreveu Roth.

Alguns governos, como os da Etiópia e do Egito, adotam regulamentos extremamente restritivos para suprimir o trabalho de organizações não governamentais. Outros países cassaram advogados (China e Irã), abriram processos criminais (Uzbequistão e Turcomenistão) e por difamação (Rússia e Azerbaijão) para silenciar os críticos, disse o relatório.

Ele também descobriu que grupos de direitos humanos locais e internacionais trabalhando em Israel têm enfrentado um clima mais hostil desde a guerra em Gaza, ocorrida um ano atrás.