Haiti: um milhão precisa de abrigo imediato

Jornal do Brasil

PORTO PRÍNCIPE - Segundo a Organização Internacional para Migrações (OIM), há mais de 300 acampamentos com desabrigados em Porto Príncipe, com cerca de 370 mil pessoas morando em locais improvisados. O chefe da missão da OIM no Haiti, Vincent Houver, disse que bairros inteiros estão vazios, que os mais pobres ficaram na cidade, mas que muitos deixaram a capital em direção a áreas onde moram familiares ou amigos. A OIM estima que 200 mil famílias, cerca de 1 milhão de pessoas, têm necessidade imediata de abrigo.

Apesar de registrar 5,9 graus na escala Richter, o terremoto que ocorreu no início da manhã de quarta-feira no Haiti causou sensação de um tremor de baixa intensidade. Na área onde está a Base Charlie, que abriga o contingente brasileiro, a sensação foi apenas de um leve tremor.

Um bombeiro brasileiro da Força de Paz das Nações Unidas disse que o terremoto pode ter causado queda dos escombros que estão pendurados nas áreas mais atingidas na semana passada, como o bairro de Bel Air, região central da capital.

O engenheiro Hermes Sampaio, do Corpo de Engenharia brasileiro no Haiti, temia por uma estrada que está sendo construída por engenheiros uruguaios no sul do país, para dar acesso a um pequeno porto, onde teria sido o epicentro do terremoto de quarta-feira, que, segundo informações do Exército, foi o quadragésimo depois do abalo registrado no dia 12.