Por e-mail, militares relatam horror

Jornal do Brasil

PORTO PRÍNCIPE - Mesmo diante de um país praticamente destruído na sua infraestrutura inclusive nas comunicações os militares brasileiros que voltariam para o Brasil e ficaram para ajudar os haitianos mantêm contato através de ligações telefônicas ou e-mail precários, depois de muita persistência.

No sábado, o sargento do Exército Wellington Monteiro da Silva, 44 anos, entrou em contato com um blogueiro de Minas e enviou o seguinte relato:

Obrigado por lembrar de mim. Agradeço a Deus pela esposa e filhos que tenho, aos comentários aqui colocados e a minha Pátria que honra seus filhos. Estou distante, em terras estranhas ajudando um povo que fala Creole (o dialeto), mas o mundo só será um lugar melhor para se viver, com evolução moral dos seres humanos em colocar o amor ao próximo, seja a quem for, como objetivo em sua vida. O Haiti precisa de tudo, principalmente de exemplos. Podemos nós brasileiros mostrar nosso exemplo de solidariedade. Ajude como puder .

Desde 2007, o embaixador do Brasil no Haiti, Igor Kipman, vem atuando junto à Minustah com o propósito de usar as tropas em trabalhos sociais, e isso aproximou os soldados do povo haitiano. (Com blog www.silvanalves.com.br)