Chilenos vão às urnas hoje para escolher novo presidente

Agência Brasil

SANTIAGO, CHILE - Depois de 20 anos no poder, a esquerda do Chile pode ser derrotada hoje (17) pela direita do país. Cerca de 9 milhões de chilenos irão às urnas em nove regiões políticas do país para escolher o novo presidente da República. Se as projeções eleitorais estiverem certas, a tendência é de uma disputa apertada entre os candidatos de oposição, Miguel Sebastián Piñeira (Alianza) de centro-direita e do governista e ex-presidente, Eduardo Frei-Ruiz (Concertación) de centro-esquerda.

Estas são as últimas eleições de voto obrigatório no Chile. A previsão das autoridades chilenas é que no começo da noite de hoje (17) seja anunciado o resultado oficial das eleições. Os eleitores votam em cédulas de papel, mas à medida que cada mesa (área eleitoral) conclui suas votações, os sufrágios são enviados para o local de contagem no centro da capital Santiago.

Pelas pesquisas de opinião, Piñeira lidera com uma pequena margem de votos a disputa com Frei. De acordo com as últimas projeções, o candidato da direita venceria as eleições com 53,5% dos votos, contra o governista que obteria 46,5%. Antes as pesquisas mostravam que havia um empate técnico entre ambos, colocando Piñeira com 50,9% dos votos e o ex-presidente ficaria com 49,1%.

As eleições de hoje são consideradas um marco por provocarem a polarização entre a direita e esquerda. A disputa tem um peso a mais no Chile que viveu 17 anos da ditadura do general Augusto Pinochet, de 1973 a 1990 responsável pelo fim da liberdade, privações e violência, além do desaparecimento de cerca de 3 mil pessoas.

De acordo com a Presidência da República, cerca 500 repórteres chilenos e outros 150 estrangeiros estão credenciados para acompanhar as eleições no país. São aproximadamente 160 veículos entre nacionais e internacionais.

Apesar do fator histórico, nos últimos dias foi registrada uma tendência de aumento dos votos em branco e nulo. A presidente do Chile, Michelle Bachelet, com 81% de aprovação popular, foi a público pedir que o eleitorado não vote nulo nem em branco.