Relações entre Brasil e Chile tendem se estreitar, diz desembargador

Agência Brasil, JB Online

SANTIAGO, CHILE - O cenário de incerteza sobre quem será o novo presidente do Chile, uma vez que os dois candidatos em disputa aparecem muito próximos de acordo com as pesquisas de opinião, não afeta as relações políticas e econômicas com o Brasil. A análise é do embaixador do Brasil no Chile, Mario Vilalva, à Agência Brasil. Para ele, a tendência é de ampliação das relações bilaterais, uma vez que há interesses de ambos os lados.

A tendência é de ampliação. Se o vitorioso for o candidato da oposição [Sebastián Piñera], ele é um empresário bem sucedido e capaz de reconhecer o que é importante para seu país. Se o eleito for o ex-presidente [Eduardo Frei] ele conhece bem o cenário latino-americano e o quanto é fundamental manter e ampliar essas relações , disse o embaixador.

No domingo (17), cerca de 9 milhões de chilenos irão às urnas para escolher entre os candidatos da oposição, Miguel Sebastián Piñera (Alianza), de centro-direita, e o governista, Eduardo Frei (Concertación), de centro-esquerda. Pelas pesquisas recentes, Piñera tem uma ligeira vantagem sobre Frei. O oposicionista aparece com 50,9% enquanto o ex-presidente tem 49,1%. As eleições no Chile serão realizadas de 7h às 16h. A expectativa é que à noite o resultado seja conhecido.

Atualmente o país latino-americano que mais recebe investimentos do Chile é o Brasil. Em 2008, foram investidos cerca de US$ 9 bilhões. Os chilenos compram petróleo, automóveis, ônibus e aparelhos celulares dos brasileiros. O Brasil investiu aproximadamente US$ 2 bilhões no Chile. Dos chilenos, os brasileiros compram cobre, salmão, frutas e vinho.

As relações políticas e econômicas entre os dois países datam do século 19, dos tempos de Dom Pedro II. O Brasil é o principal parceiro econômico do Chile na América Latina e exerce o papel fundamental de interlocutor com os argentinos e peruanos, uma vez que os chilenos têm divergências históricas com esses dois vizinhos.