Pesquisas indicam que a direita tem mais chance nas eleições no Chile

Renata Giraldi , Agência Brasil

SANTIAGO, CHILE - O Centro de Estudos Públicos (CEP), um dos institutos de pesquisa de opinião mais respeitados do Chile, divulgou o resultado de um projeção sobre as eleições de amanhã (17). Por esta previsão, o candidato da oposição, Miguel Sebastián Piñeira (Alianza), de centro-direita, aumentou a diferença percentual em relação ao governista e ex-presidente, Eduardo Frei-Ruiz (Concertación), que é de centro-esquerda.

Piñeira venceria as eleições com 53,5% dos votos contra Frei, que obteria 46,5%. Até então prevalecia uma pesquisa anterior, realizada também pelo CEP, na qual havia um empate técnicos entre os candidatos. O oposicionista teria 50,9% dos votos e o ex-presidente ficaria com 49,1%.

Se Piñeira vencer as eleições, será primeira vez que a direita assumirá o poder nos últimos 20 anos. No Chile, a história política foi marcada por partidos que apoiavam de forma clara a direita e outros a esquerda.

De acordo com as analistas políticos, o principal desafio dos dois candidatos é convencer o eleitorado indeciso e desanimado a votar em um deles neste domingo. Houve um aumento nos últimos dias da tendência do voto branco ou nulo. Tanto é que Piñeira e Frei apelaram para que os eleitores evitem opinar por uma destas alternativas.

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, que evitava participar diretamente do processo eleitoral, também foi às ruas pedir que os eleitores não anulem os votos nem votem em branco. O ato da presidente foi criticado pelo grupo de Piñeira, que a acusou de interferir nas eleições.

Cerca de 9 milhões de chilenos, com mais de 18 anos, irão amanhã às urnas. Como há uma polarização entre candidatos da esquerda e direita, segundo especialistas, isso teria provocado a falta de entusiasmo dos eleitores.