Bomba incendiou no colo dele, diz passageiro de voo nos EUA

Portal Terra

WASHINGTON - Um passageiro que estava a bordo do voo da companhia americana Northwest Airlines que fazia a rota Amsterdã-Detroit disse que o homem que tentou explodir um artefato durante a aterrissagem, na sexta-feira, acendeu o dispositivo no próprio colo. A informação foi divulgada neste sábado, pela CNN.

O suspeito pelo ataque, classificado como uma tentativa de atentado terrorista pelo governo dos EUA, o nigeriano Abdul Faruk Abdulmutallab, 23 anos, acendeu o dispositivo e o segurou entre as pernas, disse o passageiro Jasper Schuringa. "Eu puxei o objeto dele e tentei apagar o fogo com as mãos", disse.

O passageiro disse que Abdulmutallab parecia confuso. "Ele estava olhando para o nada". Schuringa disse que tirou as roupas do suspeito para garantir que ele não tinha mais explosivos escondidos pelo corpo. Um membro da tripulação algemou o nigeriano e ajudou na operação.

Ele disse que os outros passageiros aplaudiram a sua conduta após ele voltar ao seu assento. "Minhas mãos ficaram bem queimadas, mas eu estou bem", disse Schuringa. "Eu estava tremendo. Eu estou feliz por estar aqui".

O incidente

O incidente ocorreu por volta da 0h de sexta-feira (hora local), quando um voo procedente de Amsterdã com 278 passageiros a bordo, alguns deles procedentes da Nigéria, iniciou as manobras para pousar no aeroporto de Detroit. Abdulmutallab tentou ativar uma bomba no interior da cabine de passageiros, mas vários deles e membros tripulação conseguiram contê-lo.

O indivíduo foi colocado à disposição da Justiça e levado para um hospital para ser tratado de queimaduras de segundo e terceiro grau. O suspeito chegou a Amsterdã em um voo da KLM procedente de Lagos, na Nigéria. Na capital holandesa, ele não foi submetido a nenhuma revista adicional. Simplesmente pegou sua conexão para os EUA.

Funcionários do governo, citados pela imprensa americana, disseram que os investigadores não têm evidências de que Abdulmutallab seja um membro da Al-Qaeda ou tenha sido treinado para executar ataques