Casa Branca: ex-Microsoft terá que impedir ataques pela internet

Jornal do Brasil

WASHINGTON - Quase sete meses depois de anunciar a criação da Coordenadoria de Segurança Digital da Casa Branca, para fazer frente aos crescentes ataques realizados pela internet contra redes de computadores do governo e de empresas americanas, o presidente Barack Obama designou terça-feira Howard Schmidt, um veterano da indústria de tecnologia e ex-assessor da administração Bush, para servir como chefe da segurança digital do país.

A seleção de Schmidt aconteceu após um longo processo com um número considerável de candidatos. Alguns deles preferiram recusar a oferta após assinalar que o cargo implicava em uma grande responsabilidade, mas pouca influência. Schmidt é considerado uma das principais autoridades mundiais do setor.

Howard terá a grande responsabilidade de organizar as numerosas e importantes atividades de segurança do governo na internet , anunciou o conselheiro de Segurança Interior, John Brennan, em comunicado da Casa Branca. Ele manterá reuniões regulares com o presidente e será um membro importante de sua equipe de Segurança Nacional. Também trabalhará estreitamente com a equipe econômica .

Ex-membro da Força Aérea e veterano do Federal Bureau of Investigation (FBI), Schmidt já trabalhou como chefe de segurança da Microsoft, foi diretor de tecnologia do eBay, e hoje é presidente do grupo sem fins lucrativos Information Security Forum.

A nomeação acontece num momento em que o Pentágono põe em prática um novo comando de defesa digital e o Departamento de Segurança Interna pretende aumentar a proteção às redes civis. Em seu novo cargo, Schmidt trabalhará com o Conselho de Segurança Nacional, coordenando as políticas de cibersegurança para agências militares e civis.

Prioridade

A defesa de redes de comunicação digital tornou-se prioridade para o governo americano somente este ano, em face de uma gama crescente de ataques cibernéticos e relatórios de vulnerabilidades em sistemas de computação empresarial e militar.

Em 29 de maio, quando Obama anunciou a criação do cargo de coordenador de segurança cibernética, o presidente descreveu um episódio durante a disputa presidencial no qual foi alvo de um ciberataque. Segundo Obama, hackers tiveram acesso a e-mails e a uma série de arquivos da sua campanha, desde documentos sobre sua agenda política até seus planos de viagem. Em outro exemplo mais grave, em julho, um vírus que teria sido elaborado pela Coreia do Norte infectou os sites do Departamento do Tesouro e do Serviço Secreto americano.