Ativista italiano preso em Copenhague pode ficar dois meses na cadeia

Agência ANSA

ROMA - O ativista italiano Luca Tornatore, detido semana passada em Copenhague por envolvimento em um dos confrontos ocasionados durante manifestações de ambientalistas, pode ser condenado a dois meses de prisão.

Tornatore está sendo acusado por tentativa de violência, crime cuja pena máxima é de três meses, mas, neste caso, pode ser reduzida porque ele não possui antecedentes, segundo informações de seu advogado, divulgadas pela mulher do ativista e pesquisador, Federica Vedova.

Explicando que a audiência foi marcada para o próximo dia 12, Vedova também comentou que a "esperança dele sair da prisão antes [desta data] desapareceu".

- Com muita probabilidade, Tornatore passará Natal e Réveillon na cadeia. A advogada que pegou a defesa do caso se disse 'pessimista' em relação a uma antecipação do processo - afirmou a companheira do italiano, em entrevista à ANSA.

De acordo com ela, a família e os amigos estão preocupado com a atual situação, já que, "pela segunda vez em sete dias", Tornatore só pode receber cartas e telegramas após o material ser submetido a revistas policiais.

- Não pode receber livros para que possa trabalhar e o telefonema diário depende de quem está de guarda. No sábado passado, negaram a ele o direito de falar com seu advogado - detalhou Vedova.

- Ele é muito tranquilo, está vivendo esta coisa de um modo muito racional. A mim parece loucura que, em um regime democrático, uma pessoa não tenha acesso a livros de ciência -acrescentou.

No site de relacionamentos Facebook, os internautas continuam a pedir a libertação do italiano, além de enviarem mensagens ao próprio ativista, que faz aniversário hoje.

Tornatore, que vive em Trieste e viajou à Dinamarca como ativista, em vista da Conferência da ONU sobre Mudança Climática (COP 15), realizada entre os dias 7 e 18, foi detido na última terça-feira, acusado de incitar uma desordem.