Uruguai: candidato governista apresenta propostas econômicas

Agência ANSA

MONTEVIDÉU - O candidato governista para o segundo turno das eleições presidenciais uruguaias, José Mujica, apresentou suas propostas econômicas e a equipe que estaria à frente da pasta caso a coalizão Frente Ampla saia vitoriosa no pleito do próximo domingo.

De acordo com a proposta da situação, as ações de governo estariam baseadas no desenvolvimento econômico e social, para o qual se deve ter uma visão integral, onde o setor produtivo desempenharia um papel central.

- Não se concebe uma dinâmica econômica orientada para um único sentido. Para essa concepção de desenvolvimento, a agricultura, a indústria, os serviços, são todos importantes - afirma o programa da Frente Ampla.

Entre as propostas de José Mujica para o Uruguai se destacam uma meta de crescimento de 30% para os próximos cinco anos; a diminuição de dois pontos no Imposto sobre Valor Agregado (IVA) e a criação de 200 mil novos postos de trabalho, sendo 40 mil para jovens.

A coalizão governista também pretende implantar um plano nacional de pesca artesanal, buscar o crescimento do setor de turismo e potencializar o desenvolvimento da indústria militar, assim como acontece com a indústria naval.

Entre os principais expoentes da equipe econômica de José Mujica estão o possível futuro ministro da pasta, Fernando Lorenzo; o amigo pessoal e ex-assessor do presidente mexicano, Felipe Calderón, Pedro Buonomo; e o titular de Economia do governo de Tabaré Vázquez, Alvaro García.

Além disso, o candidato a vice-presidente pela chapa, Danilo Astori, já foi ministro da área no atual mandato presidencial da Frente Ampla. Ele teria um cargo na condução e coordenação da equipe econômica.

No primeiro turno das eleições, Mujica e Astori angariaram 48% dos votos dos uruguaios. No domingo, eles enfrentarão os oposicionistas Luis Lacalle e Jorge Larrañaga, do Partido Nacional, que obtiveram 29% das preferências na etapa anterior do pleito.

Ontem, Tabaré Vázquez afirmou que, independentemente do resultado das eleições, cumprimentará pessoalmente o ganhador no domingo à noite. De acordo com a imprensa local, a decisão é inédita na história política uruguaia.

Vázquez deixará o cargo com uma popularidade de 70% e disse que sua decisão será um gesto de "cortesia" à chapa ganhadora, e não representará uma "transgressão" à Constituição.