Honduras: esquerda teme atos de terror

Jornal do Brasil

TEGUCIGALPA - A poucos dias da data marcada para as eleições presidenciais em Honduras, entidades de direitos humanos contrárias ao golpe de Estado que depôs o presidente eleito Manuel Zelaya denunciaram a existência de um plano do governo golpista, que visaria usar as forças de segurança do país para promover supostos atos de terrorismo no país. Segundo um comunicado do Comitê para a Defesa dos Direitos Humanos (Codeh), a intenção dos golpistas seria a de culpar os militantes da resistência pelos ataques.

Outro grupo formados por pessoas contrárias à deposição de Zelaya, a Frente de Resistência denunciou que a mobilização de forças militares em todo o território nacional, com armamento e equipamentos de campo, supera qualquer preparativo anterior já feito para um processo eleitoral . A organização tem convocado a população hondurenha a boicotar a não legitimar o golpe de Estado nem endossar a fraude eleitoral .

A grande maioria da comunidade internacional, incluindo o Brasil, condena o golpe de Estado em Honduras e afirma que não reconhecerá o pleito do domingo. Apenas o Panamá e os Estados Unidos disseram oficialmente que reconhecerão o resultado das eleições. Numa posição aparentemente contraditória, os EUA condenaram desde o início o golpe de Estado e são acusados pelo líder deposto Manuel Zelaya d eterem mudado de lado.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) ainda não chegou a um consenso sobre que posição adotar frente às eleições presidenciais em Honduras. Representantes dos 24 países da OEA se encontraram na segunda-feira para uma reunião na sede da instituição, em Washington, sem apresentar uma posição comum sobre os desenvolvimentos políticos no país.

Vários países, como Brasil, Nicarágua, Equador, Argentina, Bolívia e Venezuela insistem que não reconhecerão o resultado do pleito sem a prévia restituição do presidente deposto, Manuel Zelaya.. Em contrapartida, os Estados Unidos e o Panamá anunciaram que aceitarão os resultados.