Filipinas: decretado Estado de Sítio após crimes

Jornal do Brasil

DA REDAÇÃO - Homens decaptaram 21 pessoas por causa de disputas políticas

O Governo das Filipinas declarou segunda-feira estado de exceção na província de Maguindanao, no sul do país, depois que 21 pessoas foram decapitadas por homens armados em uma aparente disputa política.

Esta violência sem sentido deve terminar, (...) todo mundo deve ser desarmado afirmou o assessor da Presidência Jesús Dureza, que tinha recomendado pouco antes ao Executivo que adotasse a medida de emergência imediatamente.

Os crimes ocorreram na manhã de segunda-feira, na província de Maguindanao, de maioria muçulmana e a 950 quilômetros ao sul de Manila, na ilha de Mindanao, onde 30 civis foram atacados por 100 homens armados que assaltaram as três caminhonetes em que viajavam.

Pouco depois, um grupo de soldados encontrou os corpos decapitados de 13 mulheres e oito homens, entre eles advogados e jornalistas, além da esposa e de outros familiares de Ibrahim Mangudadatu, vice-prefeito da cidade de Buluan.

Fontes militares asseguram que o grupo armado foi pago por Andal Ampatuan, governador da província e chefe da ala opositora a Mangudadatu. Alguns dos criminosos foram empregados para atuar como seguranças pela família Ampatuan, cujo patriarca queria impedir que Mangudadatu disputasse nas eleições de maio, afirmou o tenente-coronel Romeo Brawner.

Ampatuan acusa Mangudadatu de ter ordenado o assassinato de dois de seus filhos em 2002, algo que é negado por ele. Incidentes do tipo são frequentes nas Filipinas, onde as disputas políticas não raro são solucionadas violentamente.

O sul de Mindanao é uma das regiões mais perigosas da Ásia pela proliferação de assassinatos encomendados e sequestros realizados por organizações terroristas e grupos criminosos pagos por prefeitos e governadores. A expectativa é de que a violência aumente com a chegada das eleições.

A campanha para as eleições legislativas de 2010 só começa oficialmente em maio, mas o prazo para a inscrição dos candidatos termina no final deste mês. EFE rp-csm/rr-pd