Justiça colombiana impede presidenciável de viajar em campanha

Agência ANSA

LA PAZ - A juíza Mirtha Montaño decretou que o candidato às eleições presidenciais bolivianas pelo oposicionista Plano Progresso para Bolívia (PPB), Manfred Reyes Villa, não pode deixar sua cidade sob risco de sofrer represálias judiciais.

Reyes Villa é acusado de irregularidades na construção de uma estrada e de uma ponte no departamento [estado] de Cochabamba durante sua gestão como governador.

A decisão foi dada a pedido da juíza Ingrid Mercado, que também solicitou a detenção preventiva dos bens do candidato a presidente.

A sentença chega um mês antes das eleições bolivianas, marcadas para o dia 6 de dezembro e cuja disputa principal está entre o favorito nas pesquisas e atual mandatário, Evo Morales, e Reyes Villa.

O porta-voz do oposicionista, Erick Fajardo, disse que a decisão judicial é "um golpe político" para evitar que haja campanha do PPB na Argentina e na Espanha, locais para os quais o candidato pretendia viajar na próxima semana.

Nestes países existem, respectivamente, 90.357 e 50.602 eleitores inscritos para votar no pleito de dezembro.

- Depois de pressionar o Ministério Público e o Poder Judicial por meses, o governo atingiu seu objetivo: que algum juiz se preste a frear a campanha de Manfred no exterior - afirmou o porta-voz.

As eleições deste ano também receberão os votos dos bolivianos residentes no Brasil (18.616 inscritos) e nos Estados Unidos (11.085).

Reyes Villa não é o único da chapa do PPB a enfrentar problemas com a Justiça. O candidato a vice-presidente, Leopoldo Fernández, está preso há 13 meses, acusado de envolvimento na morte de 13 pessoas durante protestos ocorridos na época em que era governador do departamento de Pando.