Haiti segue 'extremamente frágil', diz general da ONU

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PORTO PRÍNCIPE - O risco político ainda não representa uma ameaça à segurança do Haiti, mas a situação permanece 'extremamente frágil' e inviabiliza previsões sobre a retirada das forças de paz, disse o comandante das tropas da ONU no país, o general brasileiro Floriano Peixoto Vieira Neto.

Na sexta-feira, o presidente haitiano René Préval nomeou o economista Jean Max Bellerive para o cargo de primeiro-ministro. Bellerive substitui Michelle Pierre-Louis, destituída no mesmo dia pelo Senado após um mandato de fraco desempenho, especialmente na recuperação econômica do país mais pobre das Américas.

A rápida indicação atendeu aos apelos da missão da Organização das Nações Unidas (ONU) no país, a Minustah, que via o risco de um retorno a um "período de instabilidade".

- A situação está absolutamente sob controle - afirmou o general. - Entretanto, os ganhos que nós alcançamos na segurança não correspondem ao esperado avanço socioeconômico do país, e por isso nós dizemos que a situação do Haiti ainda é extremamente frágil - adnmitiu.

O país sofre, por exemplo, com o fornecimento irregular de energia elétrica, com constantes blecautes, mesmo na capital, Porto Príncipe. No ano passado, protestos contra o aumento do custo de vida causaram a morte de pelo menos cinco pessoas.

- A situação pode mudar subitamente - alertou Peixoto. Por causa da fragilidade do país, a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti não tem uma prazo estipulado para o seu término ou mesmo para uma mudança de formato, segundo o general.

A Minustah, que reúne iniciativas civis e militares, é presidida pelo tunisiano Hédi Annabi e tem o Brasil no comando das tropas.