Zelayistas pressionam Congresso para resolver impasse

Jornal do Brasil

TEGUCIGALPA - Negociadores do presidente golpista de Honduras, Roberto Micheletti, negaram a elaboração de um acordo secreto para resolver a crise política do país e reiteraram que o Congresso deverá decidir de maneira independente sobre a volta ou não do líder deposto Manuel Zelaya ao poder, informou o diário hondurenho La Prensa.

Não existe acordo debaixo da mesa garantiu Arturo Corrales, integrante do grupo de Micheletti durante um café da manhã com correspondentes estrangeiros.

Mas tanto Zelaya como os membros de sua delegação pediram ao governo de Micheletti que deixe de jogos sujos e estratégias para adiar o acordo e a restituição de Zelaya para depois das eleições presidenciais marcadas para o dia 29 de novembro.

Deputados partidários do presidente deposto continuavam segunda-feira a pressionar o Congresso para que se reúna rapidamente e decida sobre a recondução do líder ao poder

Na sexta-feira, delegados de ambas as partes chegaram a um acordo que prevê que o Congresso decida em votação se restitui o líder, uma vez que parte do Legislativo apoiou sua derrubada no dia 28 de junho por considerar que Zelaya violou a Constituição ao tentar se reeleger.

Resta saber quando será tomada a decisão, já que o Congresso unicameral de Honduras, de 128 deputados, está em recesso, e os parlamentares aproveitam para fazer campanha eleitoral.

Está prevista para quarta-feira a formação de uma comissão de verificação dos acordos, com a chegada dos representantes designados pela Organização dos Estados Americanos: Hilda Solis, secretária do Trabalho dos Estados Unidos, e o ex-presidente chileno Ricardo Lagos.