Próximo presidente do Uruguai assume para resolver algumas crises

Renata Giraldi , Agência Brasil

BRASÍLIA - Em comum os candidatos à Presidência do Uruguai têm dois temas que preocupam o governo brasileiro: as queixas sobre a integração do país no Mercosul e a chamada crise das papeleiras - impasse envolvendo fábricas de celulose decorrente da construção de duas usinas na fronteira entre Uruguai e Argentina. O próximo presidente do Uruguai terá de dar uma resposta à sociedade às duas questões. Até a posse em 1º de março, o vitorioso deverá negociar os termos de um acordo.

Os uruguaios reclamam da falta de apoio do Brasil e do bloco na solução da controvérsia. Analistas políticos afirmam que entre os candidatos a presidente do Uruguai José "Pepe" Mujica, da Frente Ampla, seria o mais compreensivo com a política adotada pelo Brasil, enquanto Luis Alberto Lacalle, do Partido Nacional, e Pedro Bordaberry, do Partido Colorado, são mais severos.

A construção da usina foi rejeitada por moradores do lado da Argentina que temiam a contaminação provocada por essas fábricas. A tensão bilateral fez com que a espanhola Ence mudasse a localização de sua fábrica para outra área no Uruguai, enquanto a finlandesa Botnia decidiu manter a construção. O assunto está na Corte Internacional de Justiça à espera de uma decisão.

Paralelamente, os uruguaios negociam acordos bilaterais com o Brasil destinados a investimentos nas áreas de infraestrutura, energia e modernização portuária e de transportes.