Representantes do governo golpista propõem governo de transição

Agência Brasil

TEGUCIGALPA - Os representantes do presidente deposto, Manuel Zelaya, deram por encerradas as conversas com o representante do governo golpista em Honduras.

Uma das negociadoras de Zelaya, Mayra Mejía, disse que não é mais possível estender prazos para que ambos os lados cheguem a uma decisão sobre a volta de Zelaya à presidência.

- Não podemos transformar essa negociação num jogo. Os hondurenhos aguardam ansiosamente por decisões concretas e só vemos dilatação de prazo. O tempo dos representantes de Michelleti não é o mesmo nosso - disse Mejía.

Durante esta semana, representantes do governo deposto divulgaram vários comunicados à imprensa local em que afirmaram que aguardavam os representantes de Zelaya reexaminar a negociações. Como os dois lados não chegaram a um consenso, prossegue o impasse político.

Agora há pouco, a representante do governo golpista, Vilma Morales, disse que o governo golpista propõe a criação de um governo de transição para Honduras.

- Roberto Micheletti aceita deixar a presidência se Manuel Zelaya desistir de suas pretensões, dando passo assim a um governo de transição e de reconciliação nacional, se essa é a condição para se chegar a uma solução - defendeu Morales.

Enquanto as converas políticas não avançam, o Tribunal Superior Eleitoral hondurenho dá andamento no preparo para as eleições de 29 de novembro. Quase 5 milhões de cédulas eleitorais já foram impressas.