Negociações em Honduras fracasam mais uma vez

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TEGUCIGALPA - A comissão designada pelo presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, para negociar o final da crise no país encerrou o diálogo com o governo interino de Roberto Micheletti nesta sexta-feira. - A partir de agora, vemos essa fase como encerrada - disse a enviada da comissão de Zelaya, Mayra Mejía, esta madrugada. À meia-noite (4h de Brasília) terminou o prazo dado por Zelaya para Micheletti aceitar a sua proposta de restituição ao poder.

A última proposta dada pela comissão de Zelaya ao governo interino, nesta quinta-feira, afirmava que o Congresso hondurenho teria o poder de deliberar sobre a restituição do presidente deposto.

- É a última proposta que a comissão do presidente Zelaya formula e fixamos um horário limite até 0h (4h de Brasília) para receber uma resposta - disse o chefe da comissão do chefe de Estado deposto, Víctor Meza, na ocasião.

O governo interino de Roberto Micheletti, que exige que a restituição de Zelaya seja avaliada pelo Congresso e também pela Suprema Corte, rejeitou a proposta e disse que faria uma contraproposta na manhã desta sexta-feira. - Rejeitamos categoricamente o ultimato da meia-noite (4h da manhã de sexta-feira de Brasília) para responder à proposta e expressamos que nossa resposta ou contraproposta será apresentada às 10h (12h de Brasília), para retornarmos ao diálogo - ressaltou a comissão de Micheletti.

Após o ultimato, a integrante da delegação de Zelaya, Mayra Mejía, considerou que o presidente deposto aceitaria a assinatura do Acordo de San José, proposto pelo presidente costarriquenho, Oscar Árias, e que garante a restituição de Zelaya. - Se vêm amanhã às 10h dizer que vão assinar o Acordo de San José (proposto por Arias), então não podemos dizer que não - disse.