Paquistão bombardeia o Talibã no Waziristão do Sul

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ISLAMABAD - Forças paquistanesas apoiadas por artilharia pesada atacaram nesta segunda-feira insurgentes do Talibã, como parte do avanço militar sobre redutos de militantes numa região turbulenta da fronteira com o Afeganistão.

Os Estados Unidos e outras potências acompanham de perto o conflito nessa região que é considerada um centro global da militância islâmica, e nesta segunda-feira o general David Petraeus, comandante das forças dos EUA na região, está no Paquistão para conversas com autoridades locais.

Os militantes vêm realizando uma onda de ataques no Paquistão, inclusive, na semana passada, atentados contra instalações militares que mataram mais de 150 pessoas.

Mas o Exército tem anunciado avanços contra o Talibã na região do Waziristão do Sul, e analistas preveem que os militantes serão expulsos dos seus redutos e acabarão enfraquecidos.

- Quando as forças assumirem o Waziristão, aí vocês verão definitivamente a resistência diminuindo - disse o general da reserva Asad Munir, ex-agente dos serviços de inteligência paquistaneses, prevendo que a operação levará pelo menos seis semanas.

Na opinião dele, os militantes podem inicialmente intensificar seus ataques contra alvos governamentais, mas, diante a ofensiva militar, "sua capacidade básica de treinamento e lançamento de pessoas em diferentes partes do Paquistão (...) será diluída".

Nesta segunda-feira, moradores de Wana, principal centro urbano do Waziristão do Sul, disseram que houve intensos combates durante a noite. - Houve fogo de artilharia durante a noite. Foi um fogo muito intenso - disse o morador Noor Wali por telefone.

O Exército disse no domingo que 60 militantes e 5 soldados foram mortos nas primeiras 24 horas dessa aguardada ofensiva. Não houve confirmação independente dessas cifras.