Itália expressa solidariedade ao Irã após atentado suicida

Agência ANSA

ROMA - O governo italiano expressou hoje sua "solidariedade à nação iraniana atingida pelo gravíssimo ato terrorista" que matou ontem cinco altos comandantes e mais 37 pessoas, segundo balanço divulgado pela imprensa local.

Em um evento do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), realizado em Roma, o ministro das Relações Exteriores, Franco Frattini, recordou hoje a política italiana em direção ao Irã, enfatizando que seu país "apoia o diálogo. Mas espera também resultados concretos".

Neste sentido, o chanceler italiano disse ser crucial que Teerã abandone seu programa nuclear. - Não podemos consentir ao Irã a bomba atômica - declarou, esclarecendo que todo país tem o direito ao desenvolvimento "nuclear civil", desde que realizado "com colaboração das Nações Unidas e da AIEA [Agência Internacional de Energia Atômica]".

Também a União Europeia (UE) condenou hoje o atentado e enviou suas condolências aos familiares das vítimas. Por sua vez, o governo britânico "repudiou categoricamente" a acusação do Irã, que atribuiu à Grã-Bretanha a responsabilidade pelo ataque. Israel e Estados Unidos também foram acusados pelas autoridades iranianas.

A explosão de um homem-bomba ocorreu ontem no sudeste do Irã, perto da fronteira com o Paquistão. A ação teve como alvo a Guarda Revolucionária do país, que é um corpo militar de elite.