Bloomberg investe fortuna para tentar obter terceiro mandato em NY

Portal Terra

NOVA YORK - Depois de ser eleito para dois mandatos pelo Partido Republicano, Michael Bloomberg, 67 anos, disputa as eleições para a prefeitura de Nova York de 3 de novembro como candidato independente. Entre os dez americanos mais ricos do mundo, segundo a revista Forbes, ele não poupa quando o assunto é sua campanha à reeleição.

Nenhum outro candidato tem se mostrado capaz sequer de se aproximar do atual prefeito quando se trata de investimento, já que a legislação não permite doações tão elevadas em financiamento de campanhas eleitorais.

Bloomberg recebeu sinal verde para disputar o terceiro mandato no ano passado, quando o Conselho Municipal aprovou, por 29 votos a favor frente a 22 contra, a extensão do limite que estabelecia que nenhum prefeito ou funcionário público poderia permanecer em seu cargo por mais de dois mandatos seguidos.

Números divulgados no início de outubro pela Junta de Finanças Eleitorais de Nova York, que reúne os dados desde meados de janeiro, supõem que Bloomberg gastou em média US$ 240 mil por dia com a campanha eleitoral. Ele elevou seus gastos com a disputa para quase US$ 65 milhões.

Bloomberg destinou do próprio bolso US$ 64,8 milhões, um número superior aos US$ 46 milhões que ele havia gasto nas eleições anteriores, com a qual conseguiu se reeleger em 2005, na época também um recorde.

A maior parte do dinheiro foi destinada para anúncios radiofônicos e televisivos, assim como para financiar a campanha na internet, com anúncios eletrônicos e uma forte presença em várias redes sociais, em inglês e espanhol.

O principal adversário de Bloomberg, o democrata William Thompson, é auditor público da cidade. Há mais de 20 anos no serviço público, Bill Thompson, como é conhecido, foi eleito para o cargo de auditor pela primeira vez em 2001 e reeleito em 2005. Sua equipe é composta por mais de 700 profissionais e tem um orçamento de US$ 68 milhões.

Apesar do investimento financeiro na campanha bem mais humilde que o de Bloomberg - de apenas US$ 3,8 milhões - o democrata conta com um reforço de peso: o presidente Barack Obama.

O apoio, no entanto, veio um pouco tarde, apenas um mês antes das eleições e anunciado por um porta-voz da Casa Branca, e não pelo próprio presidente, o que levantou alguns questionamentos na imprensa local sobre a credibilidade do endosso de Obama à candidatura de Thompson. O candidato, porém, procurou dissipar as dúvidas. Na ocasião ele comparou que se ganhasse na loteria não faria diferença receber a notícia por telefone ou na porta de casa.