Próximo governo do Uruguai deve priorizar Mercosul, diz chanceler

Agência ANSA

MONTEVIDÉU - O ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Pedro Vaz, disse hoje que o Mercosul deve encontrar novos caminhos para seguir avançando em sua consolidação. Ele também ressaltou a importância do papel que o novo presidente do país, que será eleito neste ano, desempenhará neste processo.

- Os assuntos complementares com os países da região e de fora da região são linhas de trabalho que deveriam ter continuidade - opinou Vaz, em entrevista a jornalistas estrangeiros.

O chanceler ponderou ainda que o novo presidente uruguaio, que assumirá em março de 2010, não deverá executar mudanças de grande porte na política externa do país, já que Montevidéu mantém uma "política de Estado", na qual o Mercosul figura como "pilar de sua inserção externa".

O "aprofundamento e o aprimoramento" do Mercosul é fundamental, disse. Vaz chamou a atenção, além disso, para a urgência de concretizar as negociações com a União Europeia para a assinatura de um acordo de cooperação política e econômica, que qualificou como "importantíssimo".

O chanceler falou também sobre questões internas do Mercosul, formado por Argentina, Uruguai, Paraguai e Brasil.

Neste sentido, mencionou a função do Fundo de Convergência Estrutural (Focem) do Mercosul, que segundo ele é a "ferramenta" adequada para "enfrentar o tema das assimetrias" existentes entre as economias da região.

- Introduzir o conceito de assimetrias (...) para equilibrar as balanças [comerciais] é de grande importância - assinalou Vaz, destacando que eventuais obstáculos a esse mecanismo representariam "um problema sério".

Uruguai e Paraguai questionam o tema das desigualdades de suas economias dentro do Mercosul frente a Brasil e Argentina. O Uruguai exerce atualmente a presidência semestral do bloco, será entregue à Argentina em dezembro.