Colômbia não reconhece investigação equatoriana contra general

Agência ANSA

BOGOTÁ - O governo colombiano reiterou que "não reconhece" a decisão da Justiça equatoriana de investigar o comandante-geral das Forças Armadas da Colômbia, general Freddy Padilla de León.

A investigação do general é parte de um processo aberto devido ao ataque realizado pelo exército colombiano em de 1 de março de 2008 contra um acampamento da guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano. A ação causou a morte de 26 pessoas, entre elas o segundo líder da guerrilha, Raúl Reyes.

Em um comunicado, Bogotá anunciou que "não reconhece a jurisdição extraterritorial da Justiça equatoriana para investigar e julgar funcionários e ex-funcionários colombianos".

O governo do país também destacou que "defenderá" seus funcionários com "todos os instrumentos a seu alcance" e que "a defesa e proteção" destas pessoas é "uma responsabilidade de Estado".

O juiz do processo já pediu a extradição ao Equador do ex-ministro da Defesa da Colômbia Juan Manuel Santos e agora vinculou o general Padilla de León ao caso.

Colômbia e Equador romperam relações diplomáticas devido à incursão de março. Os chanceleres dos dois países recentemente iniciaram diálogos para a retomada da diplomacia.

No comunicado emitido por Bogotá, o governo colombiano ressalta ainda que "foi acordado pelos dois governos" que o ataque seria discutido por uma "mesa dedicada a temas sensíveis".

Desse modo, a Colômbia também propôs o adiamento da reunião agendada para hoje na cidade equatoriana de Ibarra da Comissão Binacional de Fronteira (Combifron), que tem como objetivo incentivar os diálogos e mecanismos para a retomada de relações diplomáticas.