Deputados brasileiros encerram missão em Honduras

Agência Câmara

TEGUCIGALPA - Os seis deputados brasileiros que visitaram Honduras já deixaram o país nesta sexta-feira. A delegação embarcou em um voo comercial com destino a San Salvador, de onde voltará para o Brasil em um avião da FAB.

O presidente de fato de Honduras, Roberto Micheletti, determinou na noite de quinta-feira a normalidade no acesso telefônico e a flexibilização na entrada e saída dos funcionários da Embaixada brasileira em Tegucigalpa. A decisão foi anunciada durante reunião entre Micheletti e parte da comitiva de parlamentares brasileiros que analisaram a situação política em Honduras. Ambos os problemas foram relatados, durante o encontro, pelos deputados ao presidente.

Em relação à entrada e saída dos funcionários na embaixada, Micheletti impôs a condição de que eles não aproveitem a permissão para fazer "comentários políticos" na imprensa.

O encontro com o presidente de fato não estava na agenda da comitiva brasileira. A iniciativa partiu de Micheletti, depois de os parlamentares terem passado mais de três horas na embaixada, parte do tempo reunido com o presidente deposto do país, Manuel Zelaya. Dois deputados da comitiva - Ivan Valente (Psol-SP) e Janete Rocha Pietá (PT-SP) -, no entanto, se recusaram a participar do encontro, já que o Brasil não reconhece Micheletti como presidente.

Assim, compareceram ao encontro, que durou mais de duas horas, os deputados Raul Jungmann (PPS-PE), Maurício Rands (PT-PE), Bruno Araújo (PSDB-PE) e Claudio Cajado (DEM-BA). -A melhoria no funcionamento da embaixada foi o fecho de ouro de nossa comissão, porque viemos exclusivamente para garantir a integridade da embaixada e a segurança da população brasileira que mora em Honduras - considerou Rands.