Itamaraty cria núcleo de acompanhamento da crise em Honduras

Agência Brasil

BRASÍLIA - O Ministério das Relações Exteriores criou um núcleo de acompanhamento da situação política em Honduras. A cargo da Divisão do México, América Central e Caribe (DCC), o serviço vai reunir toda a informação relativa ao país centro-americano disponibilizada por embaixadas e consulados brasileiros.

Segundo o Itamaraty, o núcleo tem funcionado das 9h às 23h, recebendo dados compilados pelas representações diplomáticas em países e organismos multilaterais direta ou indiretamente envolvidos com a crise hondurenha. Toda a informação nova e relevante é reunida em relatórios entregues aos responsáveis pela tomada de decisões.

Ainda de acordo com o ministério, o novo embaixador brasileiro em Honduras, Mario Roiter, só deve assumir o posto após o fim da crise política hondurenha, provoada pelo golpe de Estado que derrubou o presidente Manuel Zelaya em 28 de junho deste ano. Para o Itamaraty, a presença do embaixador em Honduras seria interpretada como um sinal de que o Brasil reconhece o governo golpista.

Indicado para o cargo antes do golpe de Estado, Roiter teve seu nome aprovado pelo Senado em 17 de junho deste ano. Segundo o Itamaraty, ele estava prestes a substituir o atual embaixador Brian Michael Fraser Neele, quando ocorreu o golpe.

Na ocasião, Neele estava de férias, e o governo brasileiro determinou que ele não retornasse a Honduras como um ato de rejeição ao governo golpista liderado Roberto Micheletti - ex-presidente do Congresso hondureno -, que assumiu a presidência após a destituição de Zelaya.