Na ONU, presidente do Panamá defende retorno de Zelaya ao poder

Agência ANSA

NOVA IORQUE - O presidente do Panamá, Ricardo Martinelli, afirmou hoje na 64ª Assembleia Geral da ONU que a resolução da crise em Honduras é determinante para o bem-estar de toda a América Central, e aproveitou para pedir que o Tratado de Livre Comércio (TLC) firmado entre seu país e os Estados Unidos seja ratificado pelo Congresso norte-americano.

Em sua intervenção, Martinelli pediu o fim da crise em Honduras, intensificada pela volta do presidente deposto Manuel Zelaya ao país, na segunda-feira. O governante foi deposto de seu cargo no último dia 28 de junho, quando impulsionava um referendo sobre mudanças na Constituição hondurenha.

Desde então, a polícia do governo de facto de Roberto Michelleti tem entrado em conflito com os manifestantes que defendem o retorno de Zelaya ao poder. Segundo informou a imprensa local, desde a última terça-feira pelo menos duas pessoas já morreram e a Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde o presidente deposto pediu abrigo, está cercada por policiais e militares.

"Que Honduras volte ao Estado de Direito é determinante para o seu bem-estar e o da América Central", assegurou Martinelli.

O panamenho também citou o Acordo de San José, proposto pelo presidente costa-riquenho, Oscar Arias, e que apresenta uma saída negociada para a crise, com a volta de Zelaya ao poder e a convocação de novas eleições. Para ele, essa seria "a melhor fórmula por um governo de unidade, que presida as novas eleições e garanta o retorno à democracia de maneira pacífica".

"Deixemos que os hondurenhos resolvam entre eles democraticamente seu presente destino e futuro", propôs, acrescentando que o povo panamenho confia na capacidade de conciliação da sociedade hondurenha.

Sobre o TLC com os Estados Unidos, assinado em junho de 2007 e parado no Congresso norte-americano, o panamenho afirmou que "só falta um 'empurrãozinho' para que o ratifiquem".

"Acreditamos no livre comércio como ferramenta para melhorar a vida dos povos" e "queremos fazer negócios com todas as nações", explicou Martinelli na assembleia, que começou ontem em Nova York.