Enviado dos EUA pede aproximação entre países árabes e Israel

Joana Duarte, Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO - O enviado especial da Casa Branca para o Oriente Médio, George Mitchell, fez um chamado aos líderes árabes para que se empenhem em normalizar seus vínculos com Israel. Mitchell fez o apelo em declarações aos jornalistas, depois de se reunir no Cairo com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, dentro de uma viagem pela região que também o levou à Síria, Emirados Árabes e Israel incluindo Cisjordânia. O enviado volta nesta terça-feira a Israel, onde se reúne com o premier Benjamin Netanyahu.

Durante minha viagem, estou pedindo aos líderes árabes que adotem passos sérios para a normalização das relações com Israel explicou Mitchell.

O estabelecimento de relações entre os países árabes e Israel é um dos pontos da Iniciativa Árabe para a Paz de 2002, que inclui, entre outras exigências, a retirada israelense dos territórios palestinos ocupados desde 1967 e o estabelecimento de um Estado palestino, passos que também não foram cumpridos. Entre os países da região, apenas Jordânia e Egito dois dos representantes do grupo de países árabes moderados mantêm vínculos diplomáticos com Israel.

Durante sua reunião com Mubarak, Mitchell também disse que havia falado com ele sobre o resultado da visita que fez nesta segunda-feira a Damasco, onde conversou com o presidente sírio, Bashar al-Assad, sobre a possibilidade de retomar as conversas indiretas entre Israel e Síria, com mediação turca, que estão suspensas desde o início do ano.

Irã

Nesta segunda-feira, o secretário de Defesa americano, Robert Gates, mobilizou-se nesta segunda-feira para convencer Israel de que os EUA têm razão em continuar discutindo a desnuclearização do Irã, apesar da reticência de Teerã em dialogar.

Durante sua visita a Israel, Gates afirmou que Obama espera uma resposta positiva do Irã à iniciativa americana antes da Assembleia Geral da ONU, no fim de setembro.

O república islâmica, que nesta terça-feira assiste à posse do presidente Mahmoud Ahmadinejad e ainda vive a crise política decorrente das eleições, promete ser palco de novos protestos, conforme prometeu o líder opositor Mir Hossein Mousavi.