Repórteres Sem Fronteiras acusa Irã de prender fotógrafos

REUTERS

PARIS - O Irã prendeu sete fotógrafos desde a contestada eleição presidencial, com a maioria das prisões ocorrendo há menos de uma semana, informou nesta sexta-feira a ONG Repórteres Sem Fronteiras. Imagens de manifestantes sujos de sangue revelaram o drama dos conflitos provocados pelo resultado da eleição presidencial no mês passado, além de um vídeo exibindo a morte de uma jovem iraniana, Neda Agha-Soltan, que se tornou um ícone dos protestos da oposição.

- O regime de Teerã está assustado com as imagens. As autoridades lançaram uma caça aos repórteres fotográficos de modo que nenhuma foto ou vídeo profissional de assuntos sensíveis saia do país - informou a organização com sede em Paris.

O Irã reprimiu os protestos e no início de julho disse que a maioria das pessoas presas durante as manifestações já tinha sido solta.

O Repórteres Sem Fronteiras, uma organização que luta pela liberdade de imprensa, disse que cinco fotógrafos estão detidos há menos de uma semana. A organização informou que o fotógrafo Mehdi Zabouli foi preso no dia 20 de junho e seu colega franco-iraniano Said Movahedi, no dia 9 de julho. Os fotógrafos Tohid Bighi, Majid Saidi, Satyar Emami, Marjan Abdolahian e Koroush Javan foram presos no dia 11 de julho, e pelo menos cinco outros ficaram feridos pela polícia ou milícia.

Quatro dias após a eleição, o Irã proibiu que jornalistas da mídia estrangeira filmassem ou fotografassem os protestos, ou até mesmo que saíssem de seus escritórios para cobrir os eventos.