Ministra de Zelaya: "demos um ultimato" para golpistas

JB Online

DA REDAÇÃO - Medidas intensas serão tomadas caso o Governo de Honduras não seja entregue ao presidente deposto Manuel Zelaya, é o que diz Patrícia Rodas, chanceler do governo do ex-presidente.

A ministra esteve em La Paz, Bolívia -onde ocorrem as comemorações do bicenterário da revolução da cidade - na companhia de líderes como Evo Morales, presidente da Bolícia, Hugo Chávez, da Venezuela, Rafael Correa, do Paraguai, e Fernando Lugo, de

Em declaração à imprensa, Rodas disse que:

- Em qualquer momento, o mundo inteiro verá como espalhamos a bandeira em qualquer lugar de Honduras, (Zelaya) vai se colocar à frente, como fez até agora, pessoalmente conduzindo a resistência popular e agora cabe a ele (...) dirigir o Governo.

A chanceler de Zelaya também declarou que O presidente já está caminhando para Honduras" e tomará o poder "na medida em que os criminosos contra a democracia retrocederem".

- Demos um ultimato para que comecem a desmontar o aparelho golpista e o presidente possa ir com toda segurança, sem condições e imediatamente, para que seja devolvido o edifício onde governa em Honduras" acrescentou a ministra.

Rodas ainda declarou que a própria Constituição de Honduras permite que os cidadãos apelem à resistência à insurreição para defender à democracia.

Desde a deposição de Manuel Zelaya por forças militares, em 28 de junho, Honduras foi tomado por uma onda de protestos que exigem o retorno do presidente. Nesta quinta-feira, uma nova onda de insurreições irrompeu pelas ruas.

- É nas ruas que o povo expressa seu mal estar e seu repúdio ao governo - diz Juan Barahona, coordenador do "Bloco Popular", que agrupa 30 organizações de esquerda.