Índia e Paquistão unem forças contra o terror

Jornal do Brasil

PAQUISTÃO - PaquistãoOs primeiros ministros das potências nucleares Índia e Paquistão, concordaram em cooperar no combate ao terrorismo e em manter conversações após a reunião mais significativa entre os líderes desde os ataques a Mumbai, na India, por um grupo de militantes paquistaneses em novembro do ano passado. O primeiro-ministro paquistanês, Yusuf Raza Gilani, e seu colega indiano, Manmohan Singh se encontraram à margem da 15ª Cúpula do Movimento dos Países Não-Alinhados (Noal), realizada ontem na cidade egípcia de Sharm el-Sheikh.

Em uma declaração divulgada após a reunião, Singh reiterou a necessidade de levar os autores dos atentados de Mumbai que planejaram e atacaram hotéis luxuosos, uma estação de trem e pontos turísticos durante três dias, matando cerca de 170 pessoas à Justiça.

Gilani garantiu que seu governo fará tudo o que estiver em seu poder sobre esse assunto e observou que seu país forneceu ao governo indiano uma atualização do dossiê de investigações sobre os ataques.

Por sua vez, Singh reconheceu que seu país tem a obrigação de se aproximar do Paquistão e afirmou que a Índia só poderá ser uma grande potência se a paz se instalar no sul da Ásia.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, partiu para a Índia ontem com a missão de aprofundar as relações com o país e afastar todas as dúvidas do comprometimento dos Estados Unidos e do presidente Barack Obama em relação à Nova Déli.

Apesar de o governo americano estar focado na luta contra o grupo islâmico radical Talebã no Afeganistão e no Paquistão, analistas dizem que Obama entende a importância da Índia como uma potência emergente e quer fortalecer todos os aspectos das relações entre os países.