Presidente egípcio abre 15ª cúpula dos Países Não-Alinhados

Agência ANSA

CAIRO - O presidente do Egito, Hosni Mubarak, inaugurou hoje a 15ª Cúpula do Movimento dos Países Não-Alinhados (Noal) na cidade egípcia de Sharm el-Sheikh.

Esta edição do evento, que durante dois dias reunirá chefes de Estado e de Governo de aproximadamente 50 países, tem como objetivo aumentar a participação das nações do Hemisfério Sul nas decisões internacionais.

Em seu discurso de abertura, o mandatário egípcio pediu uma ordem mundial política, econômica e comercial mais justa e equilibrada, além de uma "representação adequada" dos países em desenvolvimento nos organismos internacionais e financeiros.

Por sua parte, o presidente da Líbia, Muamar Kadafi, defendeu que a África deve ter um lugar no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

- A situação atual da ONU sofre com desequilíbrio de forças, porque todo o Sul do mundo não está representado, incluindo o sul da Ásia, África e América Latina - disse Kadafi, ressaltando que "os não-alinhados representem o mundo", já que correspondem a 115 dos cerca de 180 países das Nações Unidas.

Para o mandatário líbio, "um lugar permanente na ONU é um direito da África pelos sacrifícios de seus povos na grande luta contra o colonialismo" e "ninguém deveria protestar contra este direito".

Kadafi também relembrou que em 2003 seu país abandonou o projeto nuclear quando estava prestes a fabricar uma bomba atômica e explicou que a decisão foi tomada levando em conta a segurança e o custo.

- Desenvolvemos nosso programa nuclear até o estágio do urânio enriquecido, mas renunciamos ao projeto porque consideramos que ter uma bomba atômica era perigoso para a segurança da Líbia e que possuí-la era muito problemático e custoso - contou o presidente.

Entre os que participaram da 15ª Cúpula do Noal, destaca-se o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, e o presidente cubano, Raúl Castro.