Berlusconi e Merkel visitam cidade destruída pelo terremoto de abril

Agência ANSA

ROMA - O premier da Itália, Silvio Berlusconi, e a chanceler alemã, Angela Merkel, visitaram nesta quarta-feira a pequena cidade de Onna, na província de L'Aquila, considerada a mais afetada pelo terremoto que devastou a região no dia 6 de abril.

- Minha visita quer ser um pequeno sinal em favor da cidade - declarou Merkel aos cidadãos de Onna, que teve mais de 90% de suas construções destruídas pelo abalo sísmico.

A chefe de governo alemã destacou que sua passagem por Onna tem a intenção de ser um "símbolo de uma nova Europa, a Europa da paz e quer testemunhar o desejo da Alemanha de levar à cidade uma contribuição positiva".

Após o terremoto, Berlim se comprometeu em contribuir financeiramente para a construção da igreja de San Pietro e Paolo, que fica em Onna. Durante a visita, Berlusconi também garantiu à população local que o pequeno povoado será "completamente reconstruído".

Onna se tornou um símbolo da devastação causada pelo terremoto também pela proporção de mortes registradas em relação à sua população. Dos apenas 250 habitantes da cidade, 41 morreram. A maior parte dos outros moradores está instalada desde abril em acampamentos de tenda montados pela Defesa Civil.

O premier italiano, contudo, lembra que não é somente Onna que ainda sofre com as consequências do tremor de terra. Segundo o chefe de governo, há 49 cidadezinhas em situação semelhante.

- Sejam fortes, nós não abandonaremos vocês - prometeu Merkel aos cidadãos. Dirigindo-se às mulheres da cidade, a chanceler reforçou: "vocês devem ajudar os homens e, ao mesmo tempo, devem se empenhar na reconstrução".

Antes de deixar a cidade, Merkel recebeu alguns presentes dos cidadãos, como feijões brancos típicos daquela região, um livro com pinturas da cidade e um buquê de girassóis, que foi entregue por crianças que vivem nas tendas.

Após a visita, Merkel e Berlusconi seguiram para L'Aquila, onde começa hoje a Cúpula dos líderes do G8 (grupo dos sete países mais industrializados e a Rússia). Nos trabalhos desta quarta-feira, os governantes debaterão alternativas à crise econômica mundial, instrumentos de preservação do meio ambiente e a situação no Oriente Médio.

A realização da cúpula em L'Aquila foi proposta pelo próprio Berlusconi após o terremoto. A intenção do chefe de governo italiano é atrair recursos para a reconstrução das cidades devastadas.