Obama propõe parceria com Rússia pacífica e forte

REUTERS

MOSCOU - O presidente norte-americano, Barack Obama, pediu nesta terça-feira que Estados Unidos e Rússia deixem para trás a inimizade da Guerra Frie e avancem em direção a uma parceria global tendo a democracia e o Estado de direito como ideais a se seguir.

Em um discurso cuidadosamente calibrado, Obama elogiou as conquistas da cultura e história russas e evitou fazer qualquer crítica direta ao Kremlin. Mas disse que liberdade, democracia e a imposição da lei são os ideais a serem buscados, e também condenou a corrupção e o autoritarismo, males que, segundo críticos, afligem a vida política e empresarial da Rússia.

- Pessoas de toda a parte deveriam ter o direito de fazer negócios ou obter educação sem ter de pagar propina - disse Obama. - Essa não é uma ideia americana ou russa. Esse é o modo como povos e países vão obter sucesso no século 21 - acrescentou.

Os comentários de Obama repetiram os de integrantes de uma delegação de destacados executivos norte-americanos que estão visitando a Rússia e se queixam de que a frágil imposição da lei e a corrupção desenfreada no país são barreiras ao investimento e comércio. O presidente russo, Dmitry Medvedev, tem dito que a erradicação da corrupção é uma prioridade de sua gestão.

O secretário de Comércio dos EUA, Gary Locke, disse à Reuters que os executivos haviam "enfatizado a necessidade de maior previsibilidade, estabilidade, transparência e imposição da lei".

Obama procurou deixar clara à audiência, formada de estudantes que o ouviram educadamente em silêncio, sua visão de relações melhores entre Washington e Moscou, mas admitiu que persistem divergências entre os dois países em temas como defesa antimísseis e expansão da Otan.

- Deixe-me ser claro: a América quer uma Rússia forte, pacífica e próspera - disse Obama em discurso aos alunos da Nova Escola de Economia de Moscou.